Postagens

Não subestime seu filho...

Imagem
Certa vez postei um vídeo de Mel nadando na nossa piscina após um longo internamento médico. Esse vídeo rendeu muitos comentários, mas um especificamente chamou minha atenção. Uma amiga falou mais ou menos assim: “Mi, eu acho massa a forma que você trata Mel e o que faz com ela, pois se meu filho saísse de um internamento longo eu não teria coragem de colocá-lo na piscina por um bom tempo.” Não só ela, mas muita gente não colocaria. Não colocaria por medo, por excesso de zelo, por tantas outras razões que eu aceito e respeito. Mas eu não tinha todo o tempo do mundo, eu tinha pressa em viver tudo de uma vez com Mel, era como se Deus me instruísse, como se Ele me impulsionasse a agir, a viajar com ela após cada alta difícil e prolongada, como se mandasse aproveitar a piscina e tudo que conseguisse o mais breve possível. Eu nunca fui irresponsável com minha filha, eu sabia exatamente o que fazia, sabia que naquele momento ela estava apta a nadar numa piscina, ou a pegar um avião ...

Primeira vez em SP sem Mel

Imagem
Nos últimos 10 dias de agosto eu aproveitei que meu esposo estava indo para o Congresso Brasileiro de Endocrinologia em Florianópolis e fui com Cadu para São Paulo. Já tinha quase 1 ano que tivera lá com Melzinha, estava com saudade da minha amada família paulista e de São Paulo como um todo, eu amo aquele lugar. Aproveitei para fazer uma viagem só eu e Cadu,fazia tempos que não tínhamos um momento só nosso, que considero super importante. Já na ida para Salvador, fui imaginando como seria chegar em Sampa pela primeira vez em muitos anos sem ter Melzinha, comecei a chorar no carro mesmo, mas sempre escondendo minhas lágrimas de Cadu e Cristiano, não gosto que eles me vejam chorar. Chegamos cedinho em Sampa e minha prima Jane foi nos buscar com o esposo Jacó. Seguimos para Mairiporã, eu queria comprar uns pijaminhas para Felipe, na mesma fábrica que comprava os de Melzinha. Depois tomamos café com as filhas e netos deles, foi maravilhoso. Nem achei frio, embora a temperatura marca...

7 meses sem você minha princesa...

Imagem
O tempo está voando, já se vão 7 meses daquele fatídico sábado, 16 de fevereiro. Eu fecho os olhos e consigo reviver cada minuto daquela madrugada, eu já sabia o que estava por vir, nunca tinha tido um pico de pressão alta como naquela madrugada. Eu sabia que Mel faria a passagem, que voltaria para “casa”, que me deixaria sozinha aqui, só não sabia que essa falta física iria doer na alma. Vocês não sabem, espero que nunca saibam também, dói muito mais do que se pode imaginar, tem vezes que dói para respirar. O tempo passa, as lágrimas diminuem, a vida continua, mas aquela falta física, aquela de beijar e abraçar sabe?? Essa falta castiga, faz as lágrimas escorrerem sem controle, sem que você consiga consolo, é um vazio nos braços, no abraço, na cama, na vida... só quem teve a tristeza de perder um filho amado, desejado e querido pode entender o que eu digo aqui. Esse último mês não parei um minuto. Fui passar uma semana em São Paulo, depois passei uma semana em Salvador fazendo ...

Histórias do Incor, dos amigos que fiz por lá e de São Paulo

Imagem
Tenho um carinho especial pelo Incor, minha primeira escola. Com o passar dos meses e anos voltei muitas vezes com Mel para internar, tratar pneumonias, operar, fazer consultas, revisões e exames. Sempre era uma festa porque já conhecia todo mundo, me sentia voltando para casa. Revendo todas aquelas pessoas que tantas vezes me apoiaram, enxugaram minhas lágrimas, trocaram experiências, participamos de “comelanças”, pois elas me convidavam para os aniversários dos funcionários, para os chás de fraldas e eventos que surgiam. Era como se eu fosse membro da equipe, uma funcionária Incor ou apenas amiga como eu me sentia. Como em todo hospital, eu tinha minhas preferências, aquelas pessoas que me tratavam com mais carinho, cuidado e consideração, porque ficávamos muito fragilizadas com internamentos longos e longe de casa, no meu caso longe da Bahia. Era primordial que encontrássemos paz e paciência nessas pessoas da área de saúde.  Eu desenvolvi um sexto sentido tão apurado, que ...

DOIS FILHOS – Um em casa e outro na UTI

Imagem
Um dos momentos mais complicados para uma mãe é deixar um filho em casa e ficar no hospital cuidando do outro. É necessário, é essencial, mas é sofrido também. Quando esse cuidado do filho doente dura apenas horas ou poucos dias, menos mal. Quando a família reside na mesma cidade do hospital que está sendo utilizado, alivia o sofrimento. Mas quando estão, há quilômetros de distância essa realidade muda um pouco. Mel internou mais de 45x durante a vida, em todas eu voltava para o hospital chorando. Não chorava por voltar ao hospital, eu confesso que gostava da UTI, do ambiente, das pessoas, era até divertido para mim. Eu chorava por Cadu. Por ter que deixá-lo ainda pequeno, muitas vezes carente de beijo, abraço e atenção. Quando Mel nasceu ele tinha apenas 4 aninhos, era uma criança, que foi forçada a amadurecer, que jamais abriu sua boquinha e pediu que eu ficasse com ele e deixasse a irmã com outra pessoa no hospital. Que mesmo sentindo saudade, sofrendo a ausência da mãe, agüentou...

6 meses sem Mel

Imagem
6 meses sem você    O tempo vai passando, eu sigo estudando mais e mais sobre espiritismo, me consolando a cada dia, chorando menos, tentando me alegrar. Tem dias que são sofridos, que choro dias seguidos sem parar, nessas horas eu fico em casa, curtindo minha dor, sem entrar nas redes sociais, sem querer a presença de ninguém, porque essa dor é minha, eu sou forte, vou passar por ela. Só preciso de mim mesma e de Deus me dando forças, mas ELE tem me dado, eu sigo rezando todos os dias.    Nesse último mês meus dias estão mais felizes, pois nasceu Lara, a caçulinha da família, filha de minha irmã Samarinha e irmã de Dudu (meu afilhado lindo de olho azul). Todos os dias eu vou à casa de minha irmã, pela manhã dou banho em Larinha e à tarde levo para tomar sol, ela é super risonha, linda, parece uma boneca. É rosinha e também tem olho azul como o irmão. Lembra muito Melzinha quando era bebê, uma princesa mesmo! Estou apaixonada por ela. Aproveito para curtir ma...

Dia dos pais

Imagem
  O pai de Mel, Cristiano Nobre, é meu companheiro de vida há 20 anos, um homem íntegro, honesto, inteligentíssimo e mega trabalhador. Tenho muita admiração por ele. Falar que ele é o melhor pai do mundo não seria real, ele tem muitas falhas, mas está em constante evolução e aprendizado. Desde o início estabelecemos que: ele cuidaria de Cadu (4 anos apenas na época) e trabalharia muito para dar a Mel tudo que fosse necessário para sua vida ser o mais confortável e feliz possível. A mim, coube o papel de acompanhar Mel em tempo integral, mesmo porque não confiaria em mais ninguém para cuidar dela, ninguém cuida como uma mãe. Ninguém cuidaria como eu, com todo o amor que carrego em meu coração. Para mim era fácil pegar carro e ir para Salvador, pegar avião e ir para São Paulo, comprar uma cadeira de rodas adaptada, levar Mel nos melhores médicos, preparar uma alimentação balanceada, comprar suplemento caro, nunca saiu um real do meu bolso, ele sempre pagou tudo pra filha, nunca q...